"Guarde o precioso depósito, pela virtude do Espiríto Santo"(II Tim 1,14)
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SANTÍSSIMA TRINDADE
Terminado o Tempo Pascal, com a celebração no domingo passado, da Festa do Pentecostes, somos hoje convidados a debruçarmo-nos sobre o mistério central da nossa fé, o mistério da Santíssima Trindade.
A Solenidade que hoje celebramos não é um convite a decifrar o mistério que se esconde por detrás de “um Deus em três pessoas”;
mas é um convite a contemplar o Deus que é amor, que é família, que é comunidade e que criou os homens para fazê-los comungar nesse mistério de amor.
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O Espírito Santo cujo advento celebramos no dia de Pentecostes, veio nos recordar nesta última parte do ano (do pentecostes ao advento, 6 meses), o dogma fundamental em torno do qual todo o cristianismo gravita e é este da Santíssima Trindade, de quem tudo nos vem e a todos os que receberem o sinete do seu nome deve regressar.
Depois de nos lembrar no decorrer do ano litúrgico o Pai Criador, o Filho Redentor e o Espírito Santificador e regenerador das almas, a Igreja recapitula hoje antes de mais nada, os elementos fundamentais ao grande mistério em que adoramos a Deus uno em natureza e trino em pessoas.
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O dogma da Santíssima Trindade aparece constantemente na Liturgia da Igreja. É em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo que se começa e acaba a missa, ofícios litúrgicos e os sacramentos.
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Até o Século XII era comum representar o Pai por uma mão que saia das nuvens do céu a abençoar. Nos séculos XIII e XIV começou a aparecer a face e depois o busto inteiro. A partir do século XV começou o Pai a ser representado por um ancião usando vestes pontificais.
Até o século XII a segunda pessoa da Santíssima Trindade era figurada com mais freqüência pela cruz ou pelo cordeiro, ou ainda por um jovem gracioso do jeito de Apolo do paganismo.
A partir do século XV, a terceira da santíssima trindade, assume proporções de um homem, semelhante ao Pai e o Filho, somente com a pomba nas mãos ou na cabeça para distinguir das outras pessoas.
Depois do século XVI a pomba volta a tomar o lugar exclusivo na representação do Espírito Santo.
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Eis a ordem do Senhor: "Ide, portanto, fazer discípulos entre todos os povos, batizai-os consagrando-os ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo" (v.19). É a missão propriamente dita para todos os tempos, garantida pelo Senhor: "Eu estarei convosco até o fim do mundo" (v.20). Jesus revela a seus discípulos o grande mistério de nossa fé, a Trindade santa de Deus e a inseparável união do Pai, Filho e Espírito Santo. A missão de Jesus é nos revelar a glória de Deus, sua Trindade, e nos conduzir à união com Deus em uma comunidade de amor.
O primeiro domingo após Pentecostes é dedicado à Santíssima Trindade. Com a manifestação do Espírito Santo derramado nos corações das pessoas, Deus, o Pai, conclui toda sua obra e revelação. Por isso, a Igreja quer celebrar em seguida a Solenidade da Santíssima Trindade: Pai, Filho e Espírito Santo.
A Santíssima Trindade é mistério de comunhão. No amor do Pai e do Filho se manifesta a força do Espírito Santo.
Este amor presente em Deus, torna-se fonte e modelo para as relações fraternas na família e na sociedade.
O batismo nos introduziu na graça trinitária com a missão de gerar comunhão entre as pessoas. Como diz a própria Sagrada Escritura, fomos criados à imagem e semelhança do Criador e por isso a comunhão deve ser o rosto visível da comunidade cristã.
Na Eucaristia, o Pai nos fortalece continuamente com o pão da palavra, Jesus nos alimenta com sua vida e o Espírito nos envia em missão.
Portanto, como Igreja, celebramos o amor que se fez comunhão.
"Irmãos: Sede alegres, trabalhai pela vossa perfeição, animai-vos uns aos outros, tende os mesmos sentimentos, vivei em paz. E o Deus do amor e da paz estará convosco.
Saudai-vos uns aos outros com o ósculo santo. Todos os santos vos saúdam.
A graça do Senhor Jesus Cristo, o amor de Deus e a comunhão do Espírito Santo estejam convosco." (2 Cor 13,11-13).
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Ilustrações e texto, adaptados por Pinheiro/PASCOM
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