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Coluna do
Diácono

"Semelhantemente, quanto a diáconos, é necessário que sejam respeitáveis, de uma só palavra, não inclinados a muito vinho, não cobiçosos de sórdida ganância, conservando o mistério da fé com a consciência limpa. Também sejam estes primeiramente experimentados; e, se se mostrarem irrepreensíveis, exerçam o diaconato. Da mesma sorte, quanto a mulheres, é necessário que sejam elas respeitáveis, não maldizentes, temperantes e fiéis em tudo. O diácono seja marido de uma só mulher e governe bem seus filhos e a própria casa. Pois os que desempenharem bem o diaconato alcançam para si mesmos justa preeminência e muita intrepidez na fé em Cristo Jesus" (1 Timóteo 3:8-13).

Nossa Paróquia, tem a felicidade de contar com a colaboração do Diácono Francisco na caminhada pastoral, a seguir você poderá um conhecer um pouco mais da vida deste homem, que com seu sim ajuda na construção do Reino de Deus através do Diaconato Permanente.

Sr. Francisco Lopes e Família

Nascido em 17 de setembro de 1952 em Conchas, interior do Estado de São Paulo, perto da serra de Botucatu em área rural, casado com Aparecida Augusta de Oliveira Lopes da Silva, a Cidinda do Coral e pai de David, Thyago e Saulo, e à família, somam-se ainda duas noras.

O Início da Caminhada Pastoral

Desde os primórdios dos primeiros estudos, Sr. Francisco sempre incentivado pelos pais e irmãos (que são 7), se integrava nas celebrações litúrgicas como coroinha, na capela do Bairro ainda na área rural de Conchas. Ingressou no seminário Salvatoriano (Cristo Salvador) em Conchas com mais ou menos 9 anos de idade, onde fez os primeiros estudos de admissão.

Foi para Jundiaí - SP e completou os 4 anos do ginásio. No primeiro ano do colegial saiu do seminário, “era o tempo da juventude e de todas suas transformações radicais, o primeiro namoro...”. Voltou para casa, em Conchas, e não mais conseguiu se adaptar ao à vida rural, sonhava agora com outros rumos na vida !

Aos 15 anos veio para São Paulo sozinho, aos 19 já estava casado “o que para minha formação era algo muito natural. Os primeiros anos da vida conjugal foi vivenciada na adaptação e criação da família, o que requer cuidados especiais para sua concretização.

A chegada na Paróquia São Judas Tadeu !

Em 18 de fevereiro de 1981, Sr. Francisco e sua família chegam ao bairro de Vila Miriam, onde de imediato foram apresentados a comunidade São Judas Tadeu e vivenciam a experiência comunitária há 25 anos.

O chamado para o Diaconato Permanente

“ O chamado de Deus em nossa vida  é permanente, não retira nunca a proposta. Nós aceitamos, ou rejeitamos, tudo na liberdade de filhos, dom maior a nós oferecido. Com a restauração do Diaconato Permanente através do Concílio Vaticano II (1965), foi aberto as portas na Igreja, para a ordenação nesse grau da Ordem, especificamente para homens casados.

A Arquidiocese de São Paulo teve nesse período, apenas um Diácono Permanente ordenado. Em 2000, D. Cláudio restabelecia o Diaconato Permanente na Arquidiocese. Em nossa comunidade alguns foram lembrados como candidatos pelo Pe. Reinaldo Torres, à época Pároco de nossa Paróquia, e participamos da missa de implantação do diaconato em fevereiro daquele ano. Não pensava mais nesta possibilidade vocacional, mas à partir daí ela “acordou” em conformidade com o chamado inicial proposto por Deus”.

A Família e o chamado...

“A questão da influencia familiar é um assunto à parte, pois merece todo um entendimento que deve passar pela relação afetiva, a questão financeira, a questão do tempo e principalmente a aceitação plena. Partindo de meus pais, acho que eles durante a vida rezaram tanto por uma vocação familiar que acabaram ganhando de Deus um presente duplo por ter uma padre (sobrinho meu) ordenado e agora eu, como Diácono da Igreja !”

A preparação, a formação acadêmica...

“ A formação acadêmica  foi um desafio e ao mesmo tempo gratificante, pois fugiu inteiramente da perspectiva profissional que tenho atualmente como contador. Desafio de voltar a Faculdade depois de 30 anos e contar com mais de 50 anos de vida. Gratificante porque nossas horizontes se alargam nessa experiência e nunca se esgotam em qualquer idade. De fato os 5 anos da faculdade passaram muito depressa, e dentro desse tempo houve muitas incertezas, questionamentos, mudanças de rumo e acerto nas questões familiares e profissional. O”SIM” nessas ocasiões dentro de nossa razão não aparece como certeza definitiva, pois em nossa humanidade existe as limitações (e são inúmeras). O que existe é o alimento das “coisas” da fé que bem canalizadas se traduzem em obras de serviços à Igreja e aos irmãos. Esta é a lida do Diácono, ser primeiro servidor de Jesus Cristo e por imitação Dele, servir aos irmãos nas dimensões da caridade, da Palavra e da Liturgia.”


A Conciliação: família, trabalho e cooperação na comunidade...

“A família é o princípio primordial dentro da realidade humana, pois é dela que tudo acontece e em todas as dimensões. Ser pai de família se traduz em desempenhar bem (as vezes falhamos) todas as possibilidades humanas no reto direcionamento e encaminhamento de seus membros para viverem neste mundo a plenitude como filhos de Deus, se possível vivendo e vivenciando a referência da família Divina (Trindade) que é Santa ! O trabalho é a graça abundante derramada por Deus em nossa vida, portanto, apesar da dureza de sua realização, é traduzida na alegria de colher os frutos do suor, do labor de nossas mãos e de nossas mentes que nos permite suprir nossas necessidades materiais e de subsistência, permitindo ainda a prática da fraternidade com os menos favorecidos. Não basta só esforço do trabalho com objetivo da subsistência humana. É preciso ir além, pois somos filhos de Deus destinados a participarmos dessa filiação para toda a eternidade. É aí que se abre o grande campo de trabalho humano, pois pelo desejo de Deus, todos os seus filhos devam ser resgatados para viverem dentro dessa perspectiva. Não vamos sozinhos, vamos todos ! Nosso trabalho é cooperar com a realização da vontade Divina no trabalho onde somos chamados e vocacionados pelo batismo."

A Igreja e o Papa Bento XVI...

"O Papa é o primeiro servidor de Jesus Cristo, é o legítimo representante do colégio dos apóstolos, portanto é aquele do qual pairou o olhar benigno do Espírito Santo sobre a Igreja fundada por Jesus Cristo. Bento XVI é um homem muito culto e com larga vivência das experiências humanas, quer existenciais quer espirituais. Possui um carisma próprio, uma vontade férrea de conduzir a Igreja com segurança nestes tempos do humanismo desenfreado que coloca o homem apenas no circuito de “ser feliz” a qualquer custo, esquecendo-se do que é verdadeiramente essencial. Em sua primeira Encíclica recém lançada quer resgatar a realidade “Deus é amor” segundo a definição do Evangelho de São João. Diz, que aprendemos a cada dia a amar quando nos entregamos ao Amor. Nada está pronto e definitivo, mas com o Amor caminhamos a cada dia em busca da santidade, realidade última das conseqüências do Amor."

A comunidade...

"Me alegra muito participar das missas onde se encontram as crianças da catequese. Acho que ali se traduz fielmente o que viver e vivenciar a grande família, a Comunidade São Judas Tadeu. Nelas estão depositados nossos tesouros, a certeza e a confiança de um tempo novo. Com elas vão nossas garantias de que nossos trabalhos e esforços de hoje se traduzem num amanhã promissor para esta comunidade. Caminhamos até aqui fazendo história, cada um de nós, apesar de todos os eventuais empecilhos. Já sinto na alma o sabor dos tempos que aqui não estarei, mas este é o nosso destino. Se assim é, posso dizer com orgulho que faço parte desta grande família da Comunidade São Judas Tadeu."

São Judas Tadeu

"Aprendi, pelas lições que cada santo(a) de nossa Igreja nos transmitiu, uma faceta de como ultrapassar barreiras humanas para ser homens e mulheres de Deus, Inspira-me e muitas vezes me assusta como e em que circunstancia tiveram que viver suas realidades para, alheios aos prazeres deste mundo, entregar a própria vida na causa do Reino. Não foi diferente com o nosso São Judas Tadeu. Amo, de modo particular cada um deles e por aqui estar, aprendi a conhecer e amar a São Judas Tadeu, patrono de nossa comunidade que tanto nos tem auxiliado como intercessor ao seu primo Jesus."

 

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Diácono Francisco com Dom Odilo Pedro Scherer, Cardeal Arcebispo de São Paulo,
no encerramento da novena 2007.
 
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